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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Rinha



Andei meio impressionada nos últimos dias com algumas manifestações sobre o "evento" UFC ocorrido aqui no Rio no fim de semana. 
Amigos vibrando com a luta final me deixaram realmente incomodada e me pus a refletir sobre esse incômodo.
Gosto não se discute, se lamenta, eu poderia dizer e isso seria uma saída fácil para a questão. Não acho porém que seja, apenas, uma questão de gosto. De apreciar ou não determinada coisa.
Talvez seja um sinal dos tempos, do tempo violento e desprovido de humanidade em que vivemos.
Nunca fui uma esportista ou propriamente uma fã de esportes em geral. Ao contrário. Sempre fui completamente desajeitada para todo e qualquer esporte. A ponto de meus pais ficarem preocupados com a minha destreza quando comecei a aprender a dirigir - preocupação essa, diga-se, desnecessária, pois me tornei uma exímia motorista apesar de fugir da bola como de um meteoro caíndo do céu. 
Sempre gostei de alguns esportes mas nunca de forma apaixonada a menos que a experiência envolvesse a seleção brasileira e a palavra "final". É isso. Gosto de futebol na Copa do Mundo, Vôlei porque o Brasil arrebenta no masculino e no feminino e tenho uma prima campeã, basquete da NBA porque não há como não gostar daqueles caras. Fora isso, de quatro em quatro anos, Olimpíadas, é claro, e só. Ah, sempre gostei de cavalos, do animal e de andar neles mas nunca vi  nisso uma prática esportiva.
No início da adolecência achei alguma graça nos filmes Rocky, o lutador. Muito por causa de "Eye of the tiger" e, confesso, do Silvester Stallone. Ninguém é perfeito. Mas dentro do meu total e assumido desconhecimento esportivo consigo ver, ainda que com algumas ressalvas, graça no box.
Me choca, e o termo é esse mesmo, que uma luta como "vale-tudo" mova e comova pessoas e, pior, que as pessoas se refiram a essa prática como esporte. Como já disse não sou nenhuma expert no assunto mas me permito dizer que não dá para chamar isso de esporte. Uma luta aonde "vale tudo" e o legal é a "porrada" é, para mim, a antítese do esporte e do espírito que esse celebra.
Me lembra, sinceramente, de briga de galo, que é uma coisa horrorosa, da definição à prática. Colocar dois animais para se escalpelar até a morte. O vale tudo é muito diferente disso?
Basta ir até a wikipedia: 
O termo Rinha se refere ao ato de se confrontar diversos animais que são postos a brigar numa área delimitada, tais como as rinhas de galo e as rinhas de cães.

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